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Além da vitória espetacular sobre o Santos na Vila Belmiro na última quarta, dos cinco gols, dos três pontos e tudo mais, há algo que passou batido, mas é bastante significativo nos confrontos entre Fla e Peixe pelo Campeonato Brasileiro: com o resultado favorável, o Fla iguala sua maior série invicta contra o alvinegro praiano pela principal competição nacional.

É isso mesmo: o Mengão não sabe o que é perder pro time da quarta maior torcida paulista há OITO jogos, assim como o fez entre 1983 e 1991. Nos dois casos, foram cinco vitórias nossas e três empates, mas há um diferencial que valoriza ainda mais a atual sequência: jogamos mais vezes fora de casa (quatro partidas contra três). Agora já são quatro jogos consecutivos sem derrota na Vila Belmiro, motivo de pânico pro Fla durante boa parte dos anos 1990 e 2000.

A primeira série invicta começou da melhor maneira possível: os lindos 3 a 0 no Maracanã lotado (155.253 torcedores – dá pra imaginar algo assim hoje?), no segundo jogo da final do Brasileiro de 83. E não houve muito o que lamentar quando o tabu caiu: foi na primeira fase do campeonato de 92, torneio no qual vencemos o jogo que importava contra eles: o da última rodada do quadrangular semifinal, por 3 a 1 no mesmo Maraca, resultado que nos levou à decisão contra o Botafogo. Aí, o resto é história.

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Aliás, é até covardia lembrar os confrontos contra o Peixe no período em que conquistamos nossos cinco primeiros Brasileirões. Entre 1980 e 1992, foram 21 partidas oficiais (incluindo aí duas chineladas partidas pela Libertadores de 84), com 12 vitórias, cinco empates e apenas quatro derrotas (duas em 83 e duas em 92, todas em São Paulo). Marcamos 32 gols e sofremos 15. Cliente VIP, né não?

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Em tempo: foi a terceira vez na história em que metemos cinco gols no ex-time do Pelé, jogando em São Paulo. A primeira foi um 5 a 1 no Pacaembu, pelo turno final do Rio-São Paulo de 1961 (o qual, aliás, papamos). No dia 19 de abril daquele ano, o Fla chegou a abrir 5 a 0: Gérson, o Canhotinha de Ouro, fez três, e Dida – maior artilheiro do Fla antes de Zico – completou com outros dois. Coutinho descontou no finzinho.

A segunda, e não menos memorável, foi pela supracitada Libertadores de 1984, em 20 de abril (curiosamente um dia depois da goleada anterior), no Morumbi. Bebeto, Mozer, Edmar e Tita por duas vezes, uma delas de pênalti, trataram de justiçar o alvinegro praiano, que chegou a apelar para a violência e teve o volante Dema e o zagueiro Toninho Carlos expulsos por pontapés.

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